Prefiro
morrer
baleia. — Bitcoin e Escola Austríaca: ensaios sobre dinheiro são, fiat e por que não vender.
Prefiro morrer "baleia". Não se trata de sacrificar cetáceos ou fazer apologia à obesidade, mas sim de ter uma visão clara sobre o valor e a volatilidade do Bitcoin. Se o preço despencar, eu continuo comprando.

Bitcoin é dinheiro.
O preço é só ruído.
Antes de falar de Bitcoin, preciso falar do que entendo por dinheiro. Para mim, dinheiro de verdade é escasso, durável, divisível, transportável, reconhecível e desejável. Não acredito que essas propriedades sejam criadas por decreto: elas são o que faz alguma coisa funcionar como reserva de valor e meio de troca ao longo do tempo. O Estado não cria dinheiro. No máximo, ele reconhece e legitima.
É justamente por isso que não considero a moeda estatal dinheiro de verdade. Ela falha no critério mais básico: a escassez. É fabricada sem limite para financiar o Estado que a emite, e por isso vejo tudo ficar mais caro todo ano. Não acho que seja azar nem ciclo econômico: é o desenho do sistema. Chamar isso de "dinheiro" me parece uma piada de mau gosto: é confundir o que o Estado me obriga a usar com o que de fato é dinheiro.
Bitcoin, por outro lado, satisfaz justamente as propriedades que a moeda estatal viola. Ninguém imprime, dilui ou confisca por decreto. Por isso parei de tratá-lo como investimento: para mim, Bitcoin não "rende" em real ou dólar — ele é outra forma de dinheiro, e a melhor que já vi existir. Vender Bitcoin para receber moeda estatal não é, na minha cabeça, "realizar lucro". É devolver algo escasso em troca de algo que pode ser fabricado sem limite.
Daí o "morrer baleia". Se o preço cair pela metade, eu compro mais. Se a imprensa anunciar a morte do Bitcoin de novo, eu sigo segurando. Se o sistema fiat colapsar, estarei do lado certo da conta. Em nenhuma dessas hipóteses voltar para a moeda do Estado me parece a resposta certa — porque, para mim, ela nunca foi dinheiro, para começar.
Aqui eu compartilho conteúdo profundo e detalhado — e, às vezes, com bom humor —, ancorado na Escola Austríaca, sobre dinheiro, propriedade e soberania individual. Não prometo retorno, não projeto preço nem dou dica de carteira. Ofereço só o meu trabalho de pensar com clareza sobre o que é valor.

Lucas de Oliveira Cabral — farmacêutico, bitcoiner e investidor. E este blog nasceu da vontade de tornar o complexo em simples, especialmente para quem não manja de tecnologia, mas sabe que precisa proteger seu futuro.
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